Vereadores discutem calamidade financeira do Estado

por Comunicação — publicado 16/10/2017 00h00, última modificação 18/10/2017 20h15
A situação caótica nas finanças no governo estadual têm preocupado os parlamentares por impactar investimentos na assistência à saúde, na educação e na área da segurança pública

Após a leitura de uma reportagem publicada no Jornal O Tempo, intitulada "Minas não sabe de onde virá o dinheiro para pagar o 13º", publicada no dia 3 de outubro, os vereadores debateram sobre a grave crise financeira pela qual passa o Estado de Minas Gerais. A situação caótica nas finanças no governo estadual têm preocupado os parlamentares, uma vez que esse fator impacta não somente no pagamento de servidores estaduais que atuam no município de Entre Rios de Minas, mas também a toda a rede de serviços no âmbito da saúde, da educação e da segurança pública.

A partir da fala do Secretário de Fazenda, José Afonso Bicalho, à reportagem, de que não saberá de onde virão os recursos para pagar o funcionalismo e sobre a possibilidade de antecipar a quantia que será recebidas em programas do governo estadual por meio de agências financeiras, os parlamentares criticaram gastos extras que vêm sendo empreendidos pelo governo, sem os devidos cortes para garantir a assistências nas áreas necessárias.

"A gente sabe que isso impacta diretamente na saúde na saúde do Município. Na reunião da Associação Mineira dos Município, muitos gestores questionavam a questão dos repasses. O déficit do Estado de Minas Gerais com o município de Entre Rios de Minas já é de mais de R$ 780 mil. O prefeito tem gasto 43,21% com a saúde, sendo que o mais prudente seria 15%. E mesmo assim, o município não está dando conta, pois faltam medicamentos e profissionais nas unidades", disse o presidente Franklin William.

Em complementação, o vice-presidente Roni Enfermeiro apresentou uma reportagem de que a Câmara dos Deputados criou o Fundo Público de Financiamento de Campanhas Eleitorais, estimado em R$ 1,7 bilhões. "Esse dinheiro virá da saúde, da educação, para vários locais. Para quem? Para os deputados poderem fazer as suas campanhas. Estamos vendo, em todo momento, as negociações para que não se investiguem o presidente", disse.

O vereador Daniel Vieira questionou a falta de critério de instituições no dispêndio do dinheiro público. "Cada tribunal tem o orçamento próprio. Numa época de crise, todos poderiam devolver dinheiro para aplicar nas áreas essenciais. O Tribunal de Contas do Estado renovou a frota todinha para os seus conselheiros, sendo que em torno de 90 Corollas novas e agora vão fazer um leilão de carros entre R$ 1 mil e R$ 12 mil. Para se ver a incoerência: estamos em plena crise, eles compram um monte de carros novos", reclamou.

O vereador Franklin William alertou ainda sobre a informação de que o governo suspendeu as escolas de ensino integral, impactando diretamente na atuação da Escola Estadual Dom Rodolfo, onde professores se mobilizam para manter os alunos na escola no turno da tarde e empresas ajudem no lanche, evitando que 160 crianças e estudantes estejam nas ruas. O vereador Daniel lembrou que o fato já ocorre desde o início do ano no Bairro Castro, onde pais ajudam a manter o ensino de tempo integral. 

 

  

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